Li essa semana uma postagem no Planeta Sustentável, sobre as sacolas plásticas, onde existe um contador para quantas sacolas você já recusou hoje planetasustentavel.com.br/.Parei pra pensar nisso principalmente por causa da atividade que realizo todo mês, à 9 meses. Trouxe essa questão para o mundo onde atuo... No meu trabalho de educação sanitária e ambiental(ESA) nas comunidades tenho travado batalhas homéricas contra o lixo jogado nas ruas, como sacolas plásticas (de montão) embalagens de chips, pipocão, garrafas PET, enfim uma infinidade de coisas que eu vejo ao andar pelas ruas do bairro. Neste mês de setembro, a rodada de reuniões feita nas comunidades, para o trabalho ESA foi justamente uma dinâmica: Lixo e Meio Ambiente. Convidei muitas crianças, pois acho que a raiz do problema está aí! A maioria do lixo jogado nas ruas veio das crianças do bairro. Bom, a atividade da dinâmica era espalhar lixo seco(reciclável) no local onde acontecem as reuniões, muitas embalagens, papéis, PET, sacolas plásticas e causar uma sensação desagradável em estar neste local "cheio de lixo". Depois fizemos uma brincadeira para catar o lixo, com duas pessoas chamadas de bagunçadores, que iam espalhando o lixo enquanto os participantes tentavam catar(umas 20 pessoas). Foi um prato cheio para questionamentos e reflexões... Enquanto uns limpam, outros sujam. Diante disso refletimos sobre o lixo que está na rua, a sacolinha e a garrafa PET jogada, às vezes ingenuamente, que vai parar dentro da boca de lobo (bueiro de escoamento para água da chuva), entupindo e provocando enchentes e inundações. Pode parecer estranho, mas muitos moradores não fazem essa ligação de consequências com atos diários e rotineiros, onde uma ação desencadeia uma reação sempre relacionada ao meio ambiente. Me preocupo sempre em mostrar o ciclo das coisas, os feedbacks ambientais, claro que numa linguagem super simples que envolva o dia-a-dia deles.
Voltando então à questão das sacolinhas plásticas, eu contei à eles o problemão de sacolas plásticas,nas ruas, em bueiros, em rios, córregos, em todo lugar. O primeiro questionamento deles foi: "Se acabar com a sacolinha, como vamos descartar nosso lixo não reciclável?" Acabar de vez é um sonho muito distante... eu disse à eles. Fiquei com isso na cabeça, não temos estrutura na coleta de resíduos municipal para exterminar as sacolinhas plásticas! Podemos, claro, diminuir, restringir seu uso. Para essas pessoas da periferia, com condições mínimas, o que eu falei da sacolinha parecia delírio de uma técnica ambiental surtada!
Comecei a pensar nas sacolinhas oxibiodegradáveis que NÃO desaparecem, mas se tornam em particulas minúsculas que se espalham e desaparecem a olho nu. Preste bem atenção, A OLHO NU, pois continua presente na natureza. Outra alternativa, proposta pelos fabricantes é uma sacolinha mais resistente, e acho que também não funcionaria. Quem descarta a sacolinha na rua, descarta uma mais fininha ou uma mais resistente, e pior, essa mais resistente vai demorar mais ainda para degradar. Pra mim o que funcionaria mesmo é a EFETIVA RECICLAGEM dessas sacolinhas, o que por enquanto não acontece.
Sendo assim, vamos REDUZIR o uso das sacolinhas plásticas, recusar quando podemos carregar algo dentro da bolsa ou dentro da mochila. Levar umas sacolas de pano para o supermercado, porque uma só não dá! Amassa tudo quando colocamos a feira em uma só sacola de pano.





Prezada Mariana,
ResponderExcluirPermita por gentileza meu comentário a respeito deste post.
Plásticos oxi-biodegradáveis, pelo menos aquelas produzidas com a tecnologia d2w que represento comercialmente, são de fato degradáveis e biodegradáveis, de acordo com o padrão ASTM 6954-04 e segundo testes realizados no Brasil e no exterior por universidades, centros de pesquisa e laboratórios independentes. Como Bióloga certamente você vai se interessar em ver quais testes foram feitos. Fico à disposição para enviar por e-mail o resumo de todos estes testes. Obrigado
Eduardo Van Roost
RES Brasil
www.resbrasil.com.br
(19) 3871 5185
Olá Eduardo,
ResponderExcluirObrigada pelas considerações, vou pesquisar a respeito e gostaria sim de receber os testes por e-mail. De fato não conheço esta tecnologia...
Mais uma vez obrigada.